quarta-feira, 29 de agosto de 2018
terça-feira, 28 de agosto de 2018
DEVORANDO EDSON - Sinopse
Um homem está internado em um
hospital recuperando-se de uma facada. Para seu total espanto e surpresa,
recebe como companheiro de quarto uma horripilante figura, um sujeito moribundo
vítima de canibalismo, que sobrevive através de um respirador artificial. A
polícia investiga o caso, porém tudo muda quando o convalescente afirma que a múmia ao seu lado comunica-se com ele
através de telepatia. Desconfiados, os
investigadores dão corda ao estranho paciente para ver onde toda essa história
vai dar. Mas a bizarra notícia se espalha e quando o desafortunado morre,
Ricardo Virator , o que afirma receber as mensagens, tem alta do hospital e sem
demora monta um sinistro culto ao descarnado,
que se alastra rapidamente. A polícia tentará desmascará-lo, principalmente
através de um misterioso investigador tido pela seita como diabólico, Milton -
o negro com olhos de falcão - gerando
um enfrentamento envolto em sinistras
trevas, e permeado pelo terror.
DEVORANDO EDSON - Prefácio
Um amigo roteirista me aconselhou a abolir o prefácio em meus
livros. Alegou que eu acabo entregando de bandeja a história, tirando do leitor
o prazer de ir desvendando o enredo no decorrer da leitura. Ponderei que não
havia como fazer isso, pois ao contrário de um roteiro para cinema o prefácio
está para o livro com um dedo está para nossa mão, afinal, uma obra literária
precisa ser ‘vestida’ por um certo regramento. Mas isso me botou a pensar: será
mesmo que esmiúço demais o enredo em meus prefácios? Na verdade não há
escapatória, precisamos dizer do que o livro trata, porque ao escrevermos,
sempre queremos dizer alguma coisa. Quem já leu alguns de meus romances sabe
muito bem aonde pretendo ir com minhas histórias, mas quem nunca os leu, então,
precisa saber aonde eu quero chegar. Sendo assim... vamos lá. Em DEVORANDO
EDSON abordo o tema da esperteza e da credulidade, e a dificuldade em contrapor
aquele que se diz abençoado por seja lá o que for. Este é um assunto que não
exige provas, tudo fica na palavra. Dá para crer cegamente em alguém se diz
imbuído de uma nova moralidade por ter sido ‘tocado’
por algo divino ou alguma divindade? O assunto não é novo, mas criei uma
abordagem diferente. Espero que funcione. Mais uma vez alerto de que meus
romances têm condimentos de realidade-fantástica, e digo isto para que me seja
concedida alguma liberdade e licença poética. Não abro mão, como sempre, de
abordar a relatividade desse tal ‘bem’
e esse tal ‘mal’ [o bom e o ruim, o santo e o demoníaco, o que pode e o que não pode
etc. etc., enfim, tudo aquilo que é posto como pronto e intocável, e que retira
do ser humano a dignidade da livre escolha. Ora, que cada um decida o que é bom
e o que é ruim para si próprio!] assuntos tão surrados, mas também sempre
tão incrustados em nossas mentes. Os confrontos que surgirão entre os que
acreditam e os que não acreditam no avatar que traz para todos o inusitado
culto a Edson se darão, como não poderia deixar de ser, em um ambiente
subjetivo, onde os prós e os contras usarão das armas, personagens e os cenários
de que dispõem. Cabe somente ao leitor descobrir ‘o que vale a pena’ nesse enfrentamento do que existe de um lado e o que se pretende
existente de outro. Se há uma ’santa’
e crédula moralidade de rebanho, obviamente haverá a ‘demoníaca’ moralidade solitária do indivíduo apartado, e é aí que
o bicho pega! – não é um trocadilho diabólico – O cenário está posto, que se
abram as cortinas! Prefiro não dizer mais nada, que os caros leitores me
permitam que este seja um prefácio curto e sem outras informações sobre esta
obra; uma singela homenagem deste autor ao seu amigo roteirista e cineasta.
Roberto Axe
Porto Alegre, 08 de julho de 2016.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
sábado, 16 de junho de 2018
quarta-feira, 30 de maio de 2018
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
MINHA 'CABEÇA' EM DESTAQUE NA PADULA!
Minha obra 'Cabeça' está em destaque na Padula Livros! Uma livraria descolada que nasceu há pouco tempo, mas tem cheirinho de sucesso. A rapaziada não segue nenhuma cartilha oficial, porque entendem que a Cultura não deve ficar engessada aos caminhos canônicos já tão pisados e repisados. Vão atrás do novo! Parabéns! Tem tudo para dar certo. E vai! Meus agradecimentos aos queridos Padula e Alfredo pela carinhosa acolhida à minha obra. Vale a pena dar um pulo lá para conhecer.
A Padula Livros fica na Rua Cel. Fernando Machado, 997. Centro Histórico. PoA.
facebook.com/padulalivros
padulalivros.com.br
(51) 980555634
(51) 996425650
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Livro CABEÇA
Meu livro inédito CABEÇA, o primeiro editado em papel, está à venda aqui no blog! R$ 29,00. Abraço a todos!
CABEÇA - Prefácio
José
Simplício da Silva perdeu a cabeça. Mas a pergunta que não quer calar é...
você, meu caro leitor ou leitora... sabe onde está sua cabeça? Se realmente
souber, parabéns! Se não souber, creia, você não está só. Nossa cabeça,
enquanto humanos, sempre foi disputada à tapas por aqueles que se
arrogam seus “donos”, pois é...
donos. Sua cabeça tem dono? Este realmente é você? Bem, esta é uma boa
pergunta, não? José Simplício da Silva perdeu a cabeça. Será que alguma vez não
é preciso perder a cabeça para realmente encontrá-la? Está aí uma pergunta
filosófica mais profunda. Neste livro o herói, ou anti-herói, como lhe seria
mais adequado, ao descobrir que sua cabeça não mais lhe pertence, parte para
uma cruzada solitária e violenta no intuito de recuperá-la, afinal, ‘essa’
cabeça tem dono! Porém, descobrirá que ela passará de mão em mão de acordo
com os interesses que se fizerem necessários aos manipuladores da cabeça.
O homem não irá desistir da luta para apossar-se do que é seu. Mas... é seu por
direito? Bem, a justiça de todos é algo que terá de deixar de lado para
criar a uma própria, perigosa, autônoma, sanguínea, pulsante, viva, e
assassina... José Simplício da Silva perdeu a cabeça. Os valores de todos já não são mais os
seus, ao tomarem sua cabeça morta como refém de idéias morais alheias,
deixaram a viva ardendo em fogo! Livre! Totalmente livre para agir!
Longe dos laços que poderiam frear seus instintos. É sempre um perigo sufocar a
vida, a vítima se debate e usará de todos os meios para livrar-se da morte
iminente. Pois é... cada um reage ao sufocamento com as armas que possui, ou
não reage, enfim. José Simplício da Silva perdeu a cabeça. Reagiu. Passou a ser
considerado o inimigo público número um, passou a ser considerado o diabo!
Alguém a ser eliminado, pois estava vivo, e o que dele interessava era a cabeça
morta, a cabeça refém. A outra, a viva, a livre, a que reivindica, não!
Enfim,
espero que seja bem entendido o que exponho neste livro. Os condimentos kafkianos
são propositais e espero tê-los usado na dose certa. Na verdade tudo é uma
questão de perspectiva – dá-lhe Nietzsche! – e conforme de onde enxergamos o
mundo, ele assume colorações estranhas e surrealistas. Se soubermos rir, ele –
o mundo – certamente não se furtará em aninhar-se como um bom garoto no
conforto da palma de nossa mão. E quando isso acontece talvez só nesse momento
podemos dizer que nossa cabeça está no lugar. Mas enfim, mesmo uma idéia desta
é só uma idéia, nada mais. Melhor mesmo é dizer o óbvio, que só os loucos sabem
onde têm a cabeça! Sejamos loucos então! Pois quase nos fizeram crer que a
individualidade é loucura! Tiremos a atiremos nossas máscaras para cima num
maravilhoso acesso de loucura! quem sabe quantas cabeças encontrarão seus
verdadeiros donos nesse momento! E nada pode ser mais poderoso do que uma
cabeça com seu dono, seu legítimo dono... bem... pensando bem, também é
poderoso aquele que é portador de afiadas e perigosas – quem sabe demoníacas - espadas,
aquele que vai em busca do que é seu... Duvidam? pois vejam com atenção José Simplício... o José
Simplício da Silva, que perdeu a cabeça...
Roberto
Axe
Porto Alegre, 6 de julho de 2010.
Livro Cabeça - Sinopse
Uma
cabeça humana é encontrada em uma rua qualquer. A policia não encontra o corpo
e passado um mês do macabro achado, resolve publicar uma foto da cabeça nos
jornais, pois tem esperança de que alguém reconheça o desafortunado defunto.
Então, para espanto geral, quem aparece? O próprio morto! Ou, enfim, aquele que
deveria estar morto, pois sua cabeça está lá no necrotério. A partir daí
cria-se um grande mistério e José Simplício, o homem que ‘perdeu a cabeça’,
fará de tudo para recuperar o que julga ser seu, ou sua: a cabeça. Muitas serão
as artimanhas daqueles que se arrogam donos da cabeça para evitar que o
legítimo ‘proprietário’ recupere o que é seu, até porque, enquanto José se
afunda nesta busca, a cabeça morta vai fazendo grande sucesso entre o público e
rendendo fortunas àqueles que se julgam seus donos. Mas para o bom andamento
dos negócios é preciso que a viva fique longe
da morta, então a de José
passa a ser considerada demoníaca e seu possuidor, o próprio diabo! Esta
carapuça é vestida de bom grado pelo protagonista, que passa a usá-la para
assombrar seus algozes. José Simplício agora é um homem perseguido e perigoso,
que em nenhum momento se furtará em destruir os dogmas e obstáculos que foram
ardilosamente colocados entre ele e sua cabeça.
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